Kafka e o ateísmo da verdade: uma análise crítica de O silêncio das sereias e a restituição construtivista do axioma da verdade no Direito
DOI:
https://doi.org/10.22187/rfd2026n60a2Palavras-chave:
Franz Kafka, ateísmo da verdade, verdade e método, discurso jurídico, construtivismo da verdadeResumo
Este trabalho oferece uma análise crítica de O silêncio das sereias, de Kafka, como alegoria do ateísmo da verdade. O conto é desconstruído em três camadas narrativas: primeiro, o Ulisses homérico (o cientista) diante do canto das sereias; depois, o
Ulisses ingénuo diante do silêncio das sereias; e, finalmente, aquele que expõe a sua autêntica politropia (o conhecimento aparece como invenção). Esta última converge com a negação kantiana do acesso ao noumeno e, sobretudo, com a filosofia de Nietzsche, para quem o conhecimento é uma ficção funcional à vontade de poder. Isto reforça a leitura da terceira camada do texto kafkiano como crítica à pretensão da verdade. Assim, chegamos a uma reflexão filosófica do Direito, ao problematizar as noções de verdade e método na construção do discurso jurídico, bem como a concepção dos seus fundamentos e a relação
entre norma e realidade. Por fim, e como possível saída para essa aporia, propõese a complementaridade de duas teorias construtivistas da verdade: o construtivismo kantiano de John Rawls e a hipótese da interceptação defendida por Van Roermund.
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