Desagregando reformas:
sindicatos e reformas trabalhistas nas esquerdas moderadas
DOI:
https://doi.org/10.22187/rfd2019n47a10Palavras-chave:
reformas trabalhistas, governos de esquerda, sindicatos, Chile, UruguaiResumo
Que reformas nos mercados de trabalho os governos de esquerda realizaram nos últimos anos? Essa questão é relevante porque nos permite indagar sobre a relação entre trabalhadores organizados e partidos de esquerda no contexto após o boom das reformas de mercado. Este artigo descreve como as reformas trabalhistas dos governos de esquerda no Chile e no Uruguai, duas geralmente agrupadas como moderadas, tiveram conseqüências diferentes para a organização e o poder da classe trabalhadora em cada país. No Chile, a chegada ao poder dos líderes de esquerda, embora representasse maior proteção para os trabalhadores, não teve consequências para o poder e a organização dos trabalhadores formais. No Uruguai, no entanto, a chegada ao poder da esquerda gerou níveis de ativação sindical semelhantes aos que o país tinha antes da liberalização. Este resultado deveu-se à diferente ênfase das reformas trabalhistas em cada caso. Enquanto no Chile, as reformas trabalhistas da Concertación concentraram-se nos direitos individuais dos trabalhadores, no Uruguai as reformas modificaram profundamente os direitos coletivos.
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